Marina Peralta e Chico César unem reggae e cumbia em “Não Deixe a Liberdade Morrer”
Gestado ao longo de quase oito anos, o encontro antecipa o novo álbum da cantora sul-mato-grossense e exalta a liberdade criativa e a autonomia coletiva
Nascida de uma troca espontânea de mensagens ainda em 2018, a parceria entre Marina Peralta Chico César finalmente ganha o mundo. Com efeito, o single “Não Deixe a Liberdade Morrer” chega às plataformas digitais pelo selo EME Lab para antecipar o próximo trabalho da cantora. Ao longo dos últimos anos, a composição amadureceu até encontrar sua forma definitiva em uma fusão envolvente de reggae e cumbia. Diante disso, a obra destaca-se pela mensagem de resistência cultural que você acompanha nas novidades da música brasileira.
Além disso, o encontro começou quando Chico enviou um vídeo com a ideia inicial do refrão à artista pelo Instagram. Como resultado, Marina escreveu os versos na época, mas preferiu respeitar o tempo natural da música até se reunirem em estúdio. Vale destacar que o registro audiovisual que acompanha a faixa documenta a interação orgânica entre os dois durante as sessões de gravação.
A sonoridade de fronteira da parceria Marina Peralta Chico César
Com produção musical assinada por Caê Rolfsen, a faixa mescla a pulsação jamaicana com influências do maestro Moacir Santos e do baixista Robbie Shakespeare. Na fase de criação do arranjo, a artista sul-mato-grossense buscou resgatar as referências fronteiriças do Mato Grosso do Sul para expandir sua pesquisa sonora. Por conta disso, elementos do reggae, dub, rap e reggaeton encontram-se com a riqueza da música popular brasileira. Em seguida, o lançamento ganha também um clipe espontâneo com bastidores no canal da artista no YouTube.
Atualmente, a canção atua como um manifesto em defesa da autonomia artística e da capacidade de construir em comunidade sem aceitar retrocessos. Dessa forma, Marina realiza o sonho de registrar um trabalho com uma de suas maiores referências desde a infância. Somado a isso, a obra reafirma a revolução amorosa e a liberdade criativa que conduzem a nova fase da cantora.
Comentários (0)